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segunda-feira, 1 de março de 2010

Ricardo Leyser conhece a preparação de Vancouver para os Jogos de Inverno


O secretário nacional de Alto Rendimento do Ministério do Esporte, Ricardo Leyser, esteve ontem (27/02) reunido com a ministra do Esporte da Columbia Britânica, Ida Chong, para trocar informações sobre a organização dos Jogos Olímpicos de Inverno em Vancouver. O encontro teve como objetivo subsidiar as atividades do Governo Federal na organização dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016.

Ida Chong destacou que houve uma preocupação com os aspectos de sustentabilidade social e ambiental das olimpíadas. A ministra também enfatizou a questão do cronograma de construção das instalações esportivas. Segundo ela, esse foi um fator importante para que os atletas estrangeiros pudessem realizar temporadas de treinamento nos locais de competição, movimentando a economia local.

Outro compromisso do secretário foi conhecer a organização do Centro de Midia com o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, que passou o sábado em Vancouver.

O primeiro compromisso da manhã de hoje (28/02) do secretário do Ministério do Esporte foi com o presidente do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de Inverno de Vancouver (Vanoc, na sigla em inglês), John Furlong. Ele aconselhou o governo brasileiro que é importante que as três esferas de governo (federal, estadual e municipal) estejam muito afinadas com o comitê organizador dos jogos.

Além do secretário Ricardo Leyser, também participaram da reunião a coordenadora-geral de Intercâmbio e Cooperação Esportiva do Ministério das Relações Exteriores, ministra Vera Cíntia Alvarez, e o ex-Cônsul-Geral do Brasil em Montreal, Fernando Jacques de Magalhães Pimenta.

(Ascom - Ministério do Esporte)

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Brasileira volta a encarar montanha de neve em Vancouver


Maya Harrisson ainda tem uma competição na Olimpíada de Vancouver: nesta sexta-feira (26), estará na montanha da subsede Whistler, para a descida do slalom, uma das modalidades do esqui alpino. A prova começa às 15h (horário de Brasília).

Na semana que vem, já estará de volta a Genebra para o aniversário de 18 anos na quarta-feira (3). É na Europa que a brasileira nascida no Rio de Janeiro – e que mora com a família na Suíça – seguirá sua preparação para a Olimpíada de Inverno de Sochi-2014 (Rússia).

A esquiadora prefere o slalom gigante, disputado na quarta-feira (24). Maya não terminou o percurso e ficou chateada. Só percebeu depois que poderia ter continuado na prova após um erro.

- Errei uma “porta” (sinalizada por bandeirinha), mas tinha condições de refazê-la. Na hora, não percebi. Se tivesse voltado, meu tempo não seria bom, mas teria a chance de participar da segunda descida.

Maya diz preferir o slalom gigante, modalidade onde se sente mais segura. Mas vai tentar se superar no slalom desta sexta-feira (26).
As duas provas são parecidas, mas o slalom tem percurso mais curto, que exige menos velocidade e mais técnica.

Maya foi a mais jovem participante do Mundial de Esqui Alpino disputado em Val d’Isère, França, em 2009. Foi lá que estabeleceu a melhor marca brasileira, entre homens e mulheres, desde a primeira participação do país em Mundiais – em Portillo-1966.

Dos brasileiros na Olimpíada de Vancouver, Jhonatan Longhi também participa do slalom. A competição masculina será no sábado (27), véspera do encerramento da Olimpíada.

Foto divulgação
(R7)

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Contundido, Jhonatan é o 61º na primeira descida do slalom gigante em Vancouver


Tão difícil quanto descer a montanha de Whistler com o ombro esquerdo machucado foi expressar, em português, a sua decepção. Adotado quando criança e criado na Itália, Jhonatan Longhi completou a primeira etapa do slalom gigante sem erros e cruzou a linha após 1m24s76, na 61ª colocação, 7s49 atrás do primeiro colocado, o suíço Carlo Janka. A segunda descida será disputada ainda nesta terça-feira, às 19h. O campeão da prova nos Jogos Olímpicos de Vancouver será o que fizer o melhor tempo combinado. O SporTV transmite tudo ao vivo.

- Esperava representar melhor o Brasil. Não estou nada feliz. A neve não estava como ontem. Hoje estava fofa. Não gosto de esquiar nesse tipo de neve – disse o esquiador, em entrevista ao SporTV.

Jhonatan, de 22 anos e estreante em Jogos, usava o número 70, mas foi o 68º a largar, já que dois atletas não competiram. Ao terminar o percurso, após 1m17s27, chegou a vibrar com seu desempenho. Até aquele momento, ele tinha deixado dez atletas para trás. Cruzar a linha de chegada merecia comemoração. Nove esquiadores ficaram pela montanha. Ao fim da prova, outros quatro competidores foram mais velozes que o brasileiro.

O jovem esquiador brasileiro é uma das esperanças do país para os Jogos de Sochi-2014. Mas ele espera começar a escrever sua história já em Vancouver. Quer ficar em os 30 primeiros em pelo menos uma das provas. Ele também vai competir no esqui especial.

(Globoesporte)

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Brasileiro do slalom gigante tem estreia adiada para terça


O brasileiro Jhonatan Longhi terá que esperar dois dias a mais que o previsto para estrear na Olimpíada de Inverno de Vancouver. Devido à nova programação da pista do Whistler Creekside, a prova de slalom gigante teve de ser adiada do domingo para a próxima terça-feira.

Esta é a quarta vez que uma disputa do esqui alpino tem sua data alterada em Vancouver. É a primeira, porém, que a consequência direta não tem relação com as más condições do tempo. Na verdade, Longhi terá de aguardar até terça porque uma outra prova será realizada no domingo - a de supercombinado masculino, que não ocorreu na última terça por causa de fortes nevascas.

A modificação em cima da hora mudou o planejamento de Jhonathan, mas não tirou sua tranquilidade, conforme avaliou o presidente da Confederação Brasileira de Desportos na Neve (CBDN), Stefano Arnhold. "Ele é um jovem bastante calmo. É claro que em se tratando de Jogos Olímpicos existe uma ansiedade e não dá para ficar indiferente. Mas não muda muita coisa na programação de treinamento", disse.

Depois de Isabel Clark, Jaqueline Mourão e Leandro Ribela, que passaram longe do grupo dos dez melhores colocados em suas modalidades, Longhi será o quarto brasileiro a entrar em ação em Vancouver. Além da próxima terça-feira, ele compete ainda em 27 de fevereiro, no slalom.

Jhonathan, 22 anos, foi o primeiro brasileiro a registrar menos de 50 pontos FIS (Federação Internacional de Esqui, em inglês) em uma competição de esqui alpino, na qual o objetivo é marcar a menor pontuação possível. "Ele está bem animado e treinando muito bem, o que chama a atenção de outras delegações", afirmou o dirigente, elogiando o promissor esportista.

Na delegação do Brasil está presente também uma esquiadora alpina, Maya Harrisson, que participa das disputas do slalom gigante no próximo dia 24 e do slalom no dia 26.

(Espbr)

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Neblina em Cypress Mountain derruba sonho de Isabel Clark em Vancouver


O clima de terror na gelada Cypress Mountain anunciava que a disputa do snowboard cross não seria tranquila e a pista coberta por forte neblina estava preparada para fazer suas vítimas. Favorita ou iniciante, cada atleta ia caindo na neve e perdendo segundos preciosos para se levantar. Uma delas foi Isabel Clark. Com quedas em suas duas apresentações, a brasileira terminou a prova em 19º lugar, dez posições atrás do resultado histórico obtido em Turim-2006. Eliminada na primeira fase, a carioca deixou para atrás o sonho de superar a melhor marca do país nos Jogos de Inverno, que pertence a ela, e deu adeus a Vancouver.

Porém, antes da tristeza, veio a angústia. Ao fim de suas duas voltas, Isabel estava na 16ª colocação, com o tempo de 1m41s10, o que a levaria às quartas de final. Restavam oito rivais para competir. Mas, em seu caminho, estava aquela que se consagraria campeã olímpica em poucas horas. A canadense Maelle Ricker terminou o percurso em 1m25s45 e tirou a brasileira da zona de classificação, encerrando as chances da carioca de 33 anos em Vancouver.

Na sequência, Ricker contou com a desclassificação da favorita, a americana Lindsey Jacobelli, para ir à final. Embalada pela torcida na decisão, a canadense voou na pista de Cypress Mountain e conquistou mais um ouro para o seu país. A prata foi da francesa Deborah Anthonioz e o bronze da suíça Olívia Nobs.

(Globo.com)

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Jaqueline Mourão melhora desempenho em Vancouver


Foram 10km de "caminhada" pela gelada montanha de Whistler, em um percurso que ela conhece bem. Casada com um canadense, Jaqueline Mourão, a única brasileira a disputar duas Olimpíadas de Verão e duas de Inverno, equilibrou-se como pôde por duras subidas e descidas e abriu a participação do Brasil nos Jogos de Vancouver. Largou em 67º e, exausta, chegou em 67º, igualando a colocação que obteve em Turim-2006, mas baixando em cinco minutos seu melhor tempo e diminuindo a diferença em relação à vencedora. Completou a prova do esqui cross country em 30m22s2, 5m23s8 atrás da sueca Charlotte Kalla. Na Itália, Jaqueline fez 35m59s7, 8m08s mais lenta que a campeã, a estoniana Kristina Smigun-Vaehi.

- Estou muito contente com meu resultado e com o tempo da prova. Estava me sentindo muito tranquila e bem mentalmente antes da largada. A experiência de quatro Jogos Olímpicos me ajudou. Não cometi nenhum tipo de erro durante e por isso me aproximei bem mais das primeiras colocadas. Esse foi o meu melhor resultado direto - disse Jaqueline.

Ainda nesta segunda-feira, outro esquiador vai estampar no macacão a bandeira brasileira: Leandro Ribela compete nos 15km. Isabel Clark, Jhonathan Longhi e Maya Harrisson completam a delegação verde-amarela.

Jaqueline foi a 67ª das 78 competidoras a entrar na prova. Em Turim, eram 72. As não muito boas condições da neve em Vancouver fizeram com que organizadores optassem por priorizar as atletas mais bem colocadas: elas foram as primeiras a largar. As esquiadoras tinham que dar duas voltas no percurso de 5km, a 800m do nível do mar.

Emocionada com o resultado conquistado em Vancouver, Jaqueline já avisou que tentará uma vaga nos Jogos de Sochi-14.

- Estou muito empolgada com minha evolução. Comecei há apenas cinco anos, me classifiquei para duas Olimpíadas e sigo baixando meus tempos. Quero ver até onde posso chegar.

Isabel Clark se coloca como candidata à medalha em Vancouver


Isabel Clark Ribeiro entrou para a história do esporte do Brasil ao ser nona colocada do snowboard em Turim 2006, no melhor resultado do país em uma Olimpíada de Inverno. Quatro anos mais experiente, ela agora quer mais e se coloca como candidata a uma medalha nos Jogos de Vancouver.

Para quem viu a neve pela primeira vez aos 18 anos, depois de surfar em todas as praias do Rio de Janeiro, a carioca poderia ser considerada a pessoa menos provável para subir ao pódio no Canadá. Porém, é justamente nisso que a atleta, 33 anos, vê sua vantagem.

Para ela, o fato de não estar no centro das atenções da mídia permite que possa estudar cuidadosamente a estratégia de suas adversárias. Isso é algo importante especialmente no snowboard cross, a disciplina mais complexa desse esporte, que é disputado pela segunda vez numa Olimpíada depois de Turim.

E com essa tática Isabel foi longe em menos de uma década como profissional. Tanto que, em Vancouver, muita gente acredita que tem possibilidades de conseguir a primeira medalha do Brasil nos esportes de inverno. "Seria um sonho lindo", afirma Isabel.

A pedido da AFP, a brasileira recorda como foi seu primeiro contato com a neve e o snowboard - ocorreu em 1994, quando foi visitar seu irmão que morava na Califórnia. "Eu tinha 18 anos e junto com ele e outros amigos fomos a Big Bear (cadeia montanhosa do sul do estado), onde me ensinaram a ficar em cima da prancha. Foi muito divertido e, desde então, me apaixonei pelo esporte. Tenho outras três irmãs e todas praticam snowboard", diz.

Há quatro anos, na Itália, Clark era uma desconhecida no mundo do esporte. Mesmo assim, conseguiu se classificar em nono entre as 23 competidoras, a maioria com mais experiência do que ela nessa modalidade.

Agora, com 75 corridas na Copa do Mundo depois de debutar no circuito em 2000, a atleta sente que o pódio não está tão distante quanto estava em Turim. "Eu me preparei muito e tenho a experiência dos Jogos Olímpicos e toda uma temporada completa no circuito mundial", afirma.

Sete vezes campeã do Brasil, cinco vezes sul-americana, a esportista ficou mais marcada em seu próprio país por ter carregado a bandeira brasileira na cerimônia de abertura de dois Jogos Olímpicos.

"Quando voltei ao Brasil depois dos Jogos de Turim, me dei conta que muita gente em meu país me conhecia só por ter carregado a bandeira da delegação, mas não sabia nada sobre o que eu já havia conseguido", diz.

Isabel Clark Ribeiro começa sua participação no torneio de snowboard cross na próxima terça-feira, quando forem realizadas as classificações no Cypress Hill, oeste de Vancouver.

(AFP)