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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Brasileira volta a encarar montanha de neve em Vancouver


Maya Harrisson ainda tem uma competição na Olimpíada de Vancouver: nesta sexta-feira (26), estará na montanha da subsede Whistler, para a descida do slalom, uma das modalidades do esqui alpino. A prova começa às 15h (horário de Brasília).

Na semana que vem, já estará de volta a Genebra para o aniversário de 18 anos na quarta-feira (3). É na Europa que a brasileira nascida no Rio de Janeiro – e que mora com a família na Suíça – seguirá sua preparação para a Olimpíada de Inverno de Sochi-2014 (Rússia).

A esquiadora prefere o slalom gigante, disputado na quarta-feira (24). Maya não terminou o percurso e ficou chateada. Só percebeu depois que poderia ter continuado na prova após um erro.

- Errei uma “porta” (sinalizada por bandeirinha), mas tinha condições de refazê-la. Na hora, não percebi. Se tivesse voltado, meu tempo não seria bom, mas teria a chance de participar da segunda descida.

Maya diz preferir o slalom gigante, modalidade onde se sente mais segura. Mas vai tentar se superar no slalom desta sexta-feira (26).
As duas provas são parecidas, mas o slalom tem percurso mais curto, que exige menos velocidade e mais técnica.

Maya foi a mais jovem participante do Mundial de Esqui Alpino disputado em Val d’Isère, França, em 2009. Foi lá que estabeleceu a melhor marca brasileira, entre homens e mulheres, desde a primeira participação do país em Mundiais – em Portillo-1966.

Dos brasileiros na Olimpíada de Vancouver, Jhonatan Longhi também participa do slalom. A competição masculina será no sábado (27), véspera do encerramento da Olimpíada.

Foto divulgação
(R7)

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Contundido, Jhonatan é o 61º na primeira descida do slalom gigante em Vancouver


Tão difícil quanto descer a montanha de Whistler com o ombro esquerdo machucado foi expressar, em português, a sua decepção. Adotado quando criança e criado na Itália, Jhonatan Longhi completou a primeira etapa do slalom gigante sem erros e cruzou a linha após 1m24s76, na 61ª colocação, 7s49 atrás do primeiro colocado, o suíço Carlo Janka. A segunda descida será disputada ainda nesta terça-feira, às 19h. O campeão da prova nos Jogos Olímpicos de Vancouver será o que fizer o melhor tempo combinado. O SporTV transmite tudo ao vivo.

- Esperava representar melhor o Brasil. Não estou nada feliz. A neve não estava como ontem. Hoje estava fofa. Não gosto de esquiar nesse tipo de neve – disse o esquiador, em entrevista ao SporTV.

Jhonatan, de 22 anos e estreante em Jogos, usava o número 70, mas foi o 68º a largar, já que dois atletas não competiram. Ao terminar o percurso, após 1m17s27, chegou a vibrar com seu desempenho. Até aquele momento, ele tinha deixado dez atletas para trás. Cruzar a linha de chegada merecia comemoração. Nove esquiadores ficaram pela montanha. Ao fim da prova, outros quatro competidores foram mais velozes que o brasileiro.

O jovem esquiador brasileiro é uma das esperanças do país para os Jogos de Sochi-2014. Mas ele espera começar a escrever sua história já em Vancouver. Quer ficar em os 30 primeiros em pelo menos uma das provas. Ele também vai competir no esqui especial.

(Globoesporte)

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Brasileiro do slalom gigante tem estreia adiada para terça


O brasileiro Jhonatan Longhi terá que esperar dois dias a mais que o previsto para estrear na Olimpíada de Inverno de Vancouver. Devido à nova programação da pista do Whistler Creekside, a prova de slalom gigante teve de ser adiada do domingo para a próxima terça-feira.

Esta é a quarta vez que uma disputa do esqui alpino tem sua data alterada em Vancouver. É a primeira, porém, que a consequência direta não tem relação com as más condições do tempo. Na verdade, Longhi terá de aguardar até terça porque uma outra prova será realizada no domingo - a de supercombinado masculino, que não ocorreu na última terça por causa de fortes nevascas.

A modificação em cima da hora mudou o planejamento de Jhonathan, mas não tirou sua tranquilidade, conforme avaliou o presidente da Confederação Brasileira de Desportos na Neve (CBDN), Stefano Arnhold. "Ele é um jovem bastante calmo. É claro que em se tratando de Jogos Olímpicos existe uma ansiedade e não dá para ficar indiferente. Mas não muda muita coisa na programação de treinamento", disse.

Depois de Isabel Clark, Jaqueline Mourão e Leandro Ribela, que passaram longe do grupo dos dez melhores colocados em suas modalidades, Longhi será o quarto brasileiro a entrar em ação em Vancouver. Além da próxima terça-feira, ele compete ainda em 27 de fevereiro, no slalom.

Jhonathan, 22 anos, foi o primeiro brasileiro a registrar menos de 50 pontos FIS (Federação Internacional de Esqui, em inglês) em uma competição de esqui alpino, na qual o objetivo é marcar a menor pontuação possível. "Ele está bem animado e treinando muito bem, o que chama a atenção de outras delegações", afirmou o dirigente, elogiando o promissor esportista.

Na delegação do Brasil está presente também uma esquiadora alpina, Maya Harrisson, que participa das disputas do slalom gigante no próximo dia 24 e do slalom no dia 26.

(Espbr)

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Neblina em Cypress Mountain derruba sonho de Isabel Clark em Vancouver


O clima de terror na gelada Cypress Mountain anunciava que a disputa do snowboard cross não seria tranquila e a pista coberta por forte neblina estava preparada para fazer suas vítimas. Favorita ou iniciante, cada atleta ia caindo na neve e perdendo segundos preciosos para se levantar. Uma delas foi Isabel Clark. Com quedas em suas duas apresentações, a brasileira terminou a prova em 19º lugar, dez posições atrás do resultado histórico obtido em Turim-2006. Eliminada na primeira fase, a carioca deixou para atrás o sonho de superar a melhor marca do país nos Jogos de Inverno, que pertence a ela, e deu adeus a Vancouver.

Porém, antes da tristeza, veio a angústia. Ao fim de suas duas voltas, Isabel estava na 16ª colocação, com o tempo de 1m41s10, o que a levaria às quartas de final. Restavam oito rivais para competir. Mas, em seu caminho, estava aquela que se consagraria campeã olímpica em poucas horas. A canadense Maelle Ricker terminou o percurso em 1m25s45 e tirou a brasileira da zona de classificação, encerrando as chances da carioca de 33 anos em Vancouver.

Na sequência, Ricker contou com a desclassificação da favorita, a americana Lindsey Jacobelli, para ir à final. Embalada pela torcida na decisão, a canadense voou na pista de Cypress Mountain e conquistou mais um ouro para o seu país. A prata foi da francesa Deborah Anthonioz e o bronze da suíça Olívia Nobs.

(Globo.com)

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Isabel Clark será a porta-bandeira brasileira na cerimônia de abertura das Olimpíadas de Inverno em Vancouver


Mais uma vez a carioca Isabel Clark será a responsável por carregar a bandeira brasileira. Ela vai liderar a delegação de cinco atletas do Brasil na cerimônia de abertura das Olimpíadas de Inverno em Vancouver na virada de sexta-feira para sábado, à meia-noite.

Ela é a detentora do melhor resultado da história do Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno, com o nono lugar que conseguiu em Turim-2006, com o snowboard cross. Além disso, ela é a única atleta da América Latina classificada para o snowboard em Vancouver.

“Fiquei muito surpresa com essa nova indicação, mais do que quando fui escolhida nos Jogos Olímpicos de Turim. Realmente não esperava”, disse a carioca. “Agora que já tenho experiência, vou tentar curtir cada segundo porque sei que passa muito rápido. Enquanto você carrega a bandeira do seu país, pensa em tanta coisa, que o tempo passa muito depressa”.

“Isabel Clark é a prova de que podemos superar até os obstáculos naturais quando temos dedicação e força de vontade”, afirmou Edson Menezes, chefe da Missão Brasileira em Vancouver. "Hoje em dia a Isabel é destaque nas principais competições internacionais, mesmo vindo de um país sem as condições naturais ideais para a prática do seu esporte. A bandeira brasileira estará em ótimas mãos.”

(Ascom – Ministério do Esporte)

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Bolsista é a única mulher latina a competir no Cross Country nas Olimpíadas de Inverno


Cinco atletas brasileiros conquistaram vagas para competir nas próximas Olimpíadas de Inverno, que acontecem entre os dias 12 e 28 de fevereiro em Vancouver, no Canadá. Entre eles, está a esportista beneficiada pelo programa Bolsa-Atleta do Ministério do Esporte, Jaqueline Mourão, que será a primeira mulher latino-americana a se classificar na modalidade esqui Cross Country. A conquista desses atletas é ainda maior por viverem em um país tropical, sem tradição nos esportes de inverno.

O ministro do Esporte, Orlando Silva, ressalta a importância de se estimular a prática esportiva, mesmo em modalidades que não são tradicionais no país. "O papel do Ministério do Esporte é proporcionar a prática esportiva, seja ela recreativa ou de alto rendimento, a todos os brasileiros”, disse o ministro. Também se classificaram para as Olimpíadas de Vancouver 2010 os atletas Jhonatan Longhi e Maya Harrison (esqui alpino); e Isabel Clark (snowboard) e Leandro Ribela (esqui Cross Country).

O programa Bolsa-Atleta é uma excelente iniciativa, não somente para atletas olímpicos que não têm patrocínio, mas também para as categorias de base. Os esportes de neve são difíceis conseguir patrocínio no Brasil, principalmente porque as provas são sempre fora do país e o esporte ainda não é tão conhecido. Eu espero que no futuro as empresas passem a investir mais e que, com todo o esforço e investimento que nós - atletas, Ministério do Esporte e CBDN - estamos fazendo agora gere frutos.

(Ascom – Ministério do Esporte)