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sábado, 8 de janeiro de 2011

Ministério lança logomarca dos Jogos Olímpicos de 2016


Na noite do dia 31 de dezembro, poucas horas antes da queima de fogos da virada do ano na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, o Comitê Organizador dos Jogos Rio 2016 apresentou a logomarca dos Jogos Olímpicos de 2016, selecionada depois de um processo de cinco meses.

Para Jeanine Pires, assessora do Ministério do Esporte que, à época, como presidente da Embratur, participou da comissão julgadora, a logomarca “reflete a cultura brasileira e carioca, e contém valores importantes para o Brasil como diversidade, harmonia, natureza e o espírito olímpico”. Jeanine ressalta que, “ao mesmo tempo que expressa esses conceitos que representam o povo e a cultura do país, a marca apresenta elemento de modernidade e tecnologia”.

O Comitê Rio 2016 explica que “A marca traduz, com inspiração, o espírito olímpico e os atletas, o Rio e os cariocas, sua natureza, seus sentimentos e aspirações. Juntos, diferentes países, atletas e povos se abraçam – um movimento individual e coletivo que, num segundo olhar, revela um dos mais belos cartões postais do Rio, um Pão de Açúcar vibrante, que balança num gingado feito de alegria, união, celebração e amizade.”

A gerente de marcas do Comitê Organizador, Beth Lula, destaca que o emblema “é a personificação das nossas mensagens”, referindo-se às ideias que permeiam o projeto olímpico do Rio de Janeiro desde a fase de candidatura: de retratar a cultura local sem estereótipos, com o jeito apaixonante do carioca, peculiar mas ao mesmo tempo com uma linguagem global e inovadora para manter-se atual até 2016; a oportunidade de representar o Brasil no mundo; alinhada aos valores olímpicos; paixão e transformação da cidade e do país; diversidade harmônica; energia contagiante; natureza exuberante do Rio; e espírito olímpico.

A marca foi apresentada ao público em quatro telões na areia de Copacabana: um LED gigante de 154m² e três infláveis, posicionados ao longo da orla. A reação do público foi imediata, com aplausos de aprovação. De um mirante posicionado sobre a areia de frente para o telão de LED estavam o presidente do Comitê Olímpico Internacional, Jacques Rogge; a presidente da Comissão de Coordenação do COI para os Jogos Rio 2016, Nawal El Moutawakel; o diretor de Jogos Olímpicos do COI, Gilbert Felli, o prefeito Eduardo Paes, e o presidente do Rio 2016, Carlos Artur Nuzman.

Além do reconhecimento internacional, a marca dos Jogos Olímpicos Rio 2016 terá exposição máxima pelos próximos seis anos, e será eternizada nas futuras imagens dos Jogos Rio 2016, transmitidas a bilhões de espectadores em todo o mundo. Jeanine explica que “A logomarca será usada em ações promocionais no exterior que irão agregar ainda maior valor à imagem do Brasil no mundo.”

Logomarca paraolímpica
A logo dos Jogos Paraolímpicos de 2016 será escolhida em outro processo e lançada em outro momento, uma vez que o evento tem características próprias, com esportes distintos, regras específicas e instalações adequadas para esportes praticados por atletas com deficiência. Os Jogos Paraolímpicos têm palco e público próprios e, assim, também têm logomarca própria e ocasião especial para seu lançamento.

Ministério do Esporte

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Tecnologia nas Olimpíadas de 2016


A produção e o desenvolvimento de ciência e tecnologia das Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016 ficarão sob responsabilidade do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC/MCT), contribuindo com sua principal matéria-prima.

Inicialmente o LNCC integra o projeto de banco de dados olímpico, que tem como objetivo desenvolver um software, que permite mais eficiência na gerência e análise de dados obtidos dos atletas nos treinamentos e competições. Serão utilizados, basicamente, dados bioquímicos de mediações cardiovasculares e de resultados das atividades dos competidores.

Porém, as contribuições do laboratório devem ser mais abrangentes. Centros de pesquisas do LNCC possuem a capacidade e tecnologia para ajudar o Comitê Olímpico Brasileiro (COB), garantindo o sucesso dos jogos no Brasil. Entre as áreas estão: Bioinformática, Medicina Assistida Por Computação Científica e Modelagem Computacional, além do Sistema Nacional de Processamento de Alto Desempenho (Sinapad). Esse sistema facilita o trabalho com grande volume de dados, fundamental em eventos do porte de uma olimpíada.

O Laboratório Olímpico será o maior centro de Ciência do Esporte em toda a América Latina, fornecendo ao esporte brasileiro grande oportunidade para preparar e acompanhar os atletas nacionais. Esse projeto só é possível devido a uma parceria entre a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), o Comitê Olímpico Brasileiro, o LNCC, o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO), a Rede Cenesp e seis universidades.

(Agência Brasil)

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Jaqueline Mourão melhora desempenho em Vancouver


Foram 10km de "caminhada" pela gelada montanha de Whistler, em um percurso que ela conhece bem. Casada com um canadense, Jaqueline Mourão, a única brasileira a disputar duas Olimpíadas de Verão e duas de Inverno, equilibrou-se como pôde por duras subidas e descidas e abriu a participação do Brasil nos Jogos de Vancouver. Largou em 67º e, exausta, chegou em 67º, igualando a colocação que obteve em Turim-2006, mas baixando em cinco minutos seu melhor tempo e diminuindo a diferença em relação à vencedora. Completou a prova do esqui cross country em 30m22s2, 5m23s8 atrás da sueca Charlotte Kalla. Na Itália, Jaqueline fez 35m59s7, 8m08s mais lenta que a campeã, a estoniana Kristina Smigun-Vaehi.

- Estou muito contente com meu resultado e com o tempo da prova. Estava me sentindo muito tranquila e bem mentalmente antes da largada. A experiência de quatro Jogos Olímpicos me ajudou. Não cometi nenhum tipo de erro durante e por isso me aproximei bem mais das primeiras colocadas. Esse foi o meu melhor resultado direto - disse Jaqueline.

Ainda nesta segunda-feira, outro esquiador vai estampar no macacão a bandeira brasileira: Leandro Ribela compete nos 15km. Isabel Clark, Jhonathan Longhi e Maya Harrisson completam a delegação verde-amarela.

Jaqueline foi a 67ª das 78 competidoras a entrar na prova. Em Turim, eram 72. As não muito boas condições da neve em Vancouver fizeram com que organizadores optassem por priorizar as atletas mais bem colocadas: elas foram as primeiras a largar. As esquiadoras tinham que dar duas voltas no percurso de 5km, a 800m do nível do mar.

Emocionada com o resultado conquistado em Vancouver, Jaqueline já avisou que tentará uma vaga nos Jogos de Sochi-14.

- Estou muito empolgada com minha evolução. Comecei há apenas cinco anos, me classifiquei para duas Olimpíadas e sigo baixando meus tempos. Quero ver até onde posso chegar.