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segunda-feira, 1 de março de 2010

Secretário de Alto Rendimento do ME encontra com bolsista que participa dos Jogos de Inverno


O secretário Nacional de Alto Rendimento do Ministério do Esporte, Ricardo Leyser, se encontrou na noite de ontem (26/02) com a atleta Jaqueline Mourão, durante uma confraternização para atletas latino-americanos que participam dos Jogos de Inverno em Vancouver. Ela faz parte do programa bolsa-atleta do ministério. "Este programa é muito importante. Estou aqui em Vancouver porque recebo o beneficio", disse Jaqueline ao secretário.

Jaqueline Mourão foi a primeira mulher latino-americana a se classificar na modalidade de Esqui Cross Country numa Olimpíada de Inverno. Ela terminou a competição na 67ª posição.

(Ascom – Ministério do Esporte)

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Neblina em Cypress Mountain derruba sonho de Isabel Clark em Vancouver


O clima de terror na gelada Cypress Mountain anunciava que a disputa do snowboard cross não seria tranquila e a pista coberta por forte neblina estava preparada para fazer suas vítimas. Favorita ou iniciante, cada atleta ia caindo na neve e perdendo segundos preciosos para se levantar. Uma delas foi Isabel Clark. Com quedas em suas duas apresentações, a brasileira terminou a prova em 19º lugar, dez posições atrás do resultado histórico obtido em Turim-2006. Eliminada na primeira fase, a carioca deixou para atrás o sonho de superar a melhor marca do país nos Jogos de Inverno, que pertence a ela, e deu adeus a Vancouver.

Porém, antes da tristeza, veio a angústia. Ao fim de suas duas voltas, Isabel estava na 16ª colocação, com o tempo de 1m41s10, o que a levaria às quartas de final. Restavam oito rivais para competir. Mas, em seu caminho, estava aquela que se consagraria campeã olímpica em poucas horas. A canadense Maelle Ricker terminou o percurso em 1m25s45 e tirou a brasileira da zona de classificação, encerrando as chances da carioca de 33 anos em Vancouver.

Na sequência, Ricker contou com a desclassificação da favorita, a americana Lindsey Jacobelli, para ir à final. Embalada pela torcida na decisão, a canadense voou na pista de Cypress Mountain e conquistou mais um ouro para o seu país. A prata foi da francesa Deborah Anthonioz e o bronze da suíça Olívia Nobs.

(Globo.com)

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Jaqueline Mourão melhora desempenho em Vancouver


Foram 10km de "caminhada" pela gelada montanha de Whistler, em um percurso que ela conhece bem. Casada com um canadense, Jaqueline Mourão, a única brasileira a disputar duas Olimpíadas de Verão e duas de Inverno, equilibrou-se como pôde por duras subidas e descidas e abriu a participação do Brasil nos Jogos de Vancouver. Largou em 67º e, exausta, chegou em 67º, igualando a colocação que obteve em Turim-2006, mas baixando em cinco minutos seu melhor tempo e diminuindo a diferença em relação à vencedora. Completou a prova do esqui cross country em 30m22s2, 5m23s8 atrás da sueca Charlotte Kalla. Na Itália, Jaqueline fez 35m59s7, 8m08s mais lenta que a campeã, a estoniana Kristina Smigun-Vaehi.

- Estou muito contente com meu resultado e com o tempo da prova. Estava me sentindo muito tranquila e bem mentalmente antes da largada. A experiência de quatro Jogos Olímpicos me ajudou. Não cometi nenhum tipo de erro durante e por isso me aproximei bem mais das primeiras colocadas. Esse foi o meu melhor resultado direto - disse Jaqueline.

Ainda nesta segunda-feira, outro esquiador vai estampar no macacão a bandeira brasileira: Leandro Ribela compete nos 15km. Isabel Clark, Jhonathan Longhi e Maya Harrisson completam a delegação verde-amarela.

Jaqueline foi a 67ª das 78 competidoras a entrar na prova. Em Turim, eram 72. As não muito boas condições da neve em Vancouver fizeram com que organizadores optassem por priorizar as atletas mais bem colocadas: elas foram as primeiras a largar. As esquiadoras tinham que dar duas voltas no percurso de 5km, a 800m do nível do mar.

Emocionada com o resultado conquistado em Vancouver, Jaqueline já avisou que tentará uma vaga nos Jogos de Sochi-14.

- Estou muito empolgada com minha evolução. Comecei há apenas cinco anos, me classifiquei para duas Olimpíadas e sigo baixando meus tempos. Quero ver até onde posso chegar.

Isabel Clark se coloca como candidata à medalha em Vancouver


Isabel Clark Ribeiro entrou para a história do esporte do Brasil ao ser nona colocada do snowboard em Turim 2006, no melhor resultado do país em uma Olimpíada de Inverno. Quatro anos mais experiente, ela agora quer mais e se coloca como candidata a uma medalha nos Jogos de Vancouver.

Para quem viu a neve pela primeira vez aos 18 anos, depois de surfar em todas as praias do Rio de Janeiro, a carioca poderia ser considerada a pessoa menos provável para subir ao pódio no Canadá. Porém, é justamente nisso que a atleta, 33 anos, vê sua vantagem.

Para ela, o fato de não estar no centro das atenções da mídia permite que possa estudar cuidadosamente a estratégia de suas adversárias. Isso é algo importante especialmente no snowboard cross, a disciplina mais complexa desse esporte, que é disputado pela segunda vez numa Olimpíada depois de Turim.

E com essa tática Isabel foi longe em menos de uma década como profissional. Tanto que, em Vancouver, muita gente acredita que tem possibilidades de conseguir a primeira medalha do Brasil nos esportes de inverno. "Seria um sonho lindo", afirma Isabel.

A pedido da AFP, a brasileira recorda como foi seu primeiro contato com a neve e o snowboard - ocorreu em 1994, quando foi visitar seu irmão que morava na Califórnia. "Eu tinha 18 anos e junto com ele e outros amigos fomos a Big Bear (cadeia montanhosa do sul do estado), onde me ensinaram a ficar em cima da prancha. Foi muito divertido e, desde então, me apaixonei pelo esporte. Tenho outras três irmãs e todas praticam snowboard", diz.

Há quatro anos, na Itália, Clark era uma desconhecida no mundo do esporte. Mesmo assim, conseguiu se classificar em nono entre as 23 competidoras, a maioria com mais experiência do que ela nessa modalidade.

Agora, com 75 corridas na Copa do Mundo depois de debutar no circuito em 2000, a atleta sente que o pódio não está tão distante quanto estava em Turim. "Eu me preparei muito e tenho a experiência dos Jogos Olímpicos e toda uma temporada completa no circuito mundial", afirma.

Sete vezes campeã do Brasil, cinco vezes sul-americana, a esportista ficou mais marcada em seu próprio país por ter carregado a bandeira brasileira na cerimônia de abertura de dois Jogos Olímpicos.

"Quando voltei ao Brasil depois dos Jogos de Turim, me dei conta que muita gente em meu país me conhecia só por ter carregado a bandeira da delegação, mas não sabia nada sobre o que eu já havia conseguido", diz.

Isabel Clark Ribeiro começa sua participação no torneio de snowboard cross na próxima terça-feira, quando forem realizadas as classificações no Cypress Hill, oeste de Vancouver.

(AFP)

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Jogos de Inverno iniciam hoje: Brasil terá 5 atletas disputando uma medalha inédita


Os termômetros nas ruas mostram o verão mais quente dos últimos tempos no Brasil. Enquanto isso, longe da realidade do País Tropical, cinco brasileiros se preparam para encarar o cenário gelado e branco do Canadá, a mais de 11 mil quilômetros de distância da terra-natal e com quase 30 graus de diferença. Comandada pela porta-bandeira Isabel Clark, a delegação verde-amarela se juntará aos 5.500 atletas de 80 países que disputarão as 15 modalidades da Olimpíadas de Inverno de Vancouver, a partir desta sexta-feira. Até 28 de fevereiro, os brazucas sonham com bons resultados e, quem sabe, a conquista de uma medalha inédita.

Isabel Clark
Dona do melhor resultado brasileiro da história dos Jogos de Inverno, Isabel Clark quer mais. A snowboarder busca chegar à frente do nono lugar, conquistado em Turim-2006, e, para isso, conta com a experiência de mais de 15 anos no esporte. Líder do ranking sul-americano e 12ª colocada na lista da Federação Internacional de Esqui (FIS), a carioca garante que fez a melhor preparação de sua carreira para a disputa na neve canadense.

Jaqueline Mourão
Pela primeira vez na história do esporte brasileiro, um atleta terá no currículo duas participações em Jogos de Verão e mais duas nos de Inverno. O feito pertencerá a Jaqueline Mourão, assim que a esquiadora entrar na pista gelada de Vancouver. Primeira mountain biker a levar o Brasil às Olimpíadas, em Atenas-2004, a mineira deixou o ciclismo após os Jogos de Pequim, quando cruzou a linha de chegada em 19° lugar. Agora, no Canadá, a líder do ranking sul-americano tenta melhorar a 67ª colocação conquistada na prova de esqui cross country em Turim-2006.

Leandro Ribela
Estreante nos Jogos de Inverno, Leandro Ribela sonha alto. Com 29 anos, o vice-líder do ranking sul-americano de cross country, que já fez atletismo, triatlhon e esqui alpino, quer escrever seu nome na história do esporte brasileiro. “Espero conseguir minha melhor marca pessoal e a do Brasil”, diz ele. Apesar da proximidade de defender o país pela primeira vez nas Olimpíadas, o paulista jura estar tranquilo.

Jhonathan Longhi
Adotado por uma família italiana quando ainda era criança, Jhonathan Longhi (foto) teve sua primeira apresentação ao esqui alpino aos quatro anos de idade. Primeiro negro a disputar os Jogos de Inverno pelo Brasil, o atleta natural de Americana (SP) lidera o ranking nacional nas seis categorias da modalidade. Aos 21 anos, o esquiador, que é naturalizado italiano e não fala português, escolheu estrear nas Olimpíadas usando o uniforme verde e amarelo.

Maya Harrisson
Caçula da delegação brasileira em Vancouver, Maya Harrisson tem apenas 17 anos. Adotada ainda criança por um casal francês que a conheceu em uma visita a Nova Friburgo (RJ), a jovem esquiadora conheceu a neve muito pequena e, desde então, se apaixonou pelo esporte gelado. Vice-líder do ranking sul-americano de slalom gigante, a menina, que estudou português em São Paulo em 2009, quer conquistar um bom resultado para o Brasil.

(Globoesporte.com)