Mostrando postagens com marcador Isabel Clark. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Isabel Clark. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

O sonho do surf em busca das Olimpíadas


A origem do surf é antiga. Há mais de dois mil anos atrás, habitantes do Sudeste asiático (polinésios) iniciaram sua expansão pelas pequenas ilhas que pontilham o Pacífico Sul, desenvolvendo uma estreita relação com o oceano.

O tempo passou, o surf cresceu e se tornou um esporte global praticado em mais de 100 países. Estima-se hoje que 25 milhões de pessoas de todas as idades, classes sociais, raças, religiões e gêneros pratiquem o esporte.

Segundo a International Surfing Association (ISA), esse é um número de praticantes bastante superior ao da maioria dos esportes olímpicos. Pai do skate, windsurf, snowboard, kitesurf, wakeboard e de todos os esportes radicais praticados com pranchas, o surf conta com enorme prestígio e popularidade entre os jovens de todo o planeta.

Pesquisas mostram que oito em cada dez jovens já pensaram em praticar o esporte, sendo que dez em cada dez consomem a moda surf efetivamente. E os números do segmento reforçam as pesquisas: esta indústria movimenta anualmente mais de 7 bilhões de euros (10 bilhões de dólares americanos).

De acordo com os critérios do COI (Comitê Olímpico Internacional), o surf é considerado uma modalidade totalmente nova, e sua inclusão como esporte olímpico infelizmente é um tanto complexa, em função dos limites estabelecidos pelo próprio comitê.

O Brasil já venceu inúmeras competições relevantes, embora ainda não tenha conquistado seu primeiro título na divisão de elite, o World Championship Tour. Mas já podemos sonhar em ver o paulista Adriano de Souza, um dos melhores surfistas brasileiros da história, e também um dos maiores surfistas do planeta na atualidade, como um campeão mundial.

Segundo Fernando Aguerre, 15 anos à frente da ISA, as piscinas com ondas – que vêm sendo produzidas mundialmente por pelo menos cinco grandes empresas e com tecnologias cada vez mais avançadas – já proporcionam ondas padronizadas de excelente qualidade. O que possibilitaria a exclusão do fator sorte nas competições, tornando a disputa mais técnica, em sintonia com os critérios do COI. Os quais avaliam o esporte, sobretudo, em função de sua capacidade em despertar maior audiência na mídia televisiva.

(Waves)

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Neblina em Cypress Mountain derruba sonho de Isabel Clark em Vancouver


O clima de terror na gelada Cypress Mountain anunciava que a disputa do snowboard cross não seria tranquila e a pista coberta por forte neblina estava preparada para fazer suas vítimas. Favorita ou iniciante, cada atleta ia caindo na neve e perdendo segundos preciosos para se levantar. Uma delas foi Isabel Clark. Com quedas em suas duas apresentações, a brasileira terminou a prova em 19º lugar, dez posições atrás do resultado histórico obtido em Turim-2006. Eliminada na primeira fase, a carioca deixou para atrás o sonho de superar a melhor marca do país nos Jogos de Inverno, que pertence a ela, e deu adeus a Vancouver.

Porém, antes da tristeza, veio a angústia. Ao fim de suas duas voltas, Isabel estava na 16ª colocação, com o tempo de 1m41s10, o que a levaria às quartas de final. Restavam oito rivais para competir. Mas, em seu caminho, estava aquela que se consagraria campeã olímpica em poucas horas. A canadense Maelle Ricker terminou o percurso em 1m25s45 e tirou a brasileira da zona de classificação, encerrando as chances da carioca de 33 anos em Vancouver.

Na sequência, Ricker contou com a desclassificação da favorita, a americana Lindsey Jacobelli, para ir à final. Embalada pela torcida na decisão, a canadense voou na pista de Cypress Mountain e conquistou mais um ouro para o seu país. A prata foi da francesa Deborah Anthonioz e o bronze da suíça Olívia Nobs.

(Globo.com)

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Isabel Clark se coloca como candidata à medalha em Vancouver


Isabel Clark Ribeiro entrou para a história do esporte do Brasil ao ser nona colocada do snowboard em Turim 2006, no melhor resultado do país em uma Olimpíada de Inverno. Quatro anos mais experiente, ela agora quer mais e se coloca como candidata a uma medalha nos Jogos de Vancouver.

Para quem viu a neve pela primeira vez aos 18 anos, depois de surfar em todas as praias do Rio de Janeiro, a carioca poderia ser considerada a pessoa menos provável para subir ao pódio no Canadá. Porém, é justamente nisso que a atleta, 33 anos, vê sua vantagem.

Para ela, o fato de não estar no centro das atenções da mídia permite que possa estudar cuidadosamente a estratégia de suas adversárias. Isso é algo importante especialmente no snowboard cross, a disciplina mais complexa desse esporte, que é disputado pela segunda vez numa Olimpíada depois de Turim.

E com essa tática Isabel foi longe em menos de uma década como profissional. Tanto que, em Vancouver, muita gente acredita que tem possibilidades de conseguir a primeira medalha do Brasil nos esportes de inverno. "Seria um sonho lindo", afirma Isabel.

A pedido da AFP, a brasileira recorda como foi seu primeiro contato com a neve e o snowboard - ocorreu em 1994, quando foi visitar seu irmão que morava na Califórnia. "Eu tinha 18 anos e junto com ele e outros amigos fomos a Big Bear (cadeia montanhosa do sul do estado), onde me ensinaram a ficar em cima da prancha. Foi muito divertido e, desde então, me apaixonei pelo esporte. Tenho outras três irmãs e todas praticam snowboard", diz.

Há quatro anos, na Itália, Clark era uma desconhecida no mundo do esporte. Mesmo assim, conseguiu se classificar em nono entre as 23 competidoras, a maioria com mais experiência do que ela nessa modalidade.

Agora, com 75 corridas na Copa do Mundo depois de debutar no circuito em 2000, a atleta sente que o pódio não está tão distante quanto estava em Turim. "Eu me preparei muito e tenho a experiência dos Jogos Olímpicos e toda uma temporada completa no circuito mundial", afirma.

Sete vezes campeã do Brasil, cinco vezes sul-americana, a esportista ficou mais marcada em seu próprio país por ter carregado a bandeira brasileira na cerimônia de abertura de dois Jogos Olímpicos.

"Quando voltei ao Brasil depois dos Jogos de Turim, me dei conta que muita gente em meu país me conhecia só por ter carregado a bandeira da delegação, mas não sabia nada sobre o que eu já havia conseguido", diz.

Isabel Clark Ribeiro começa sua participação no torneio de snowboard cross na próxima terça-feira, quando forem realizadas as classificações no Cypress Hill, oeste de Vancouver.

(AFP)

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Jogos de Inverno iniciam hoje: Brasil terá 5 atletas disputando uma medalha inédita


Os termômetros nas ruas mostram o verão mais quente dos últimos tempos no Brasil. Enquanto isso, longe da realidade do País Tropical, cinco brasileiros se preparam para encarar o cenário gelado e branco do Canadá, a mais de 11 mil quilômetros de distância da terra-natal e com quase 30 graus de diferença. Comandada pela porta-bandeira Isabel Clark, a delegação verde-amarela se juntará aos 5.500 atletas de 80 países que disputarão as 15 modalidades da Olimpíadas de Inverno de Vancouver, a partir desta sexta-feira. Até 28 de fevereiro, os brazucas sonham com bons resultados e, quem sabe, a conquista de uma medalha inédita.

Isabel Clark
Dona do melhor resultado brasileiro da história dos Jogos de Inverno, Isabel Clark quer mais. A snowboarder busca chegar à frente do nono lugar, conquistado em Turim-2006, e, para isso, conta com a experiência de mais de 15 anos no esporte. Líder do ranking sul-americano e 12ª colocada na lista da Federação Internacional de Esqui (FIS), a carioca garante que fez a melhor preparação de sua carreira para a disputa na neve canadense.

Jaqueline Mourão
Pela primeira vez na história do esporte brasileiro, um atleta terá no currículo duas participações em Jogos de Verão e mais duas nos de Inverno. O feito pertencerá a Jaqueline Mourão, assim que a esquiadora entrar na pista gelada de Vancouver. Primeira mountain biker a levar o Brasil às Olimpíadas, em Atenas-2004, a mineira deixou o ciclismo após os Jogos de Pequim, quando cruzou a linha de chegada em 19° lugar. Agora, no Canadá, a líder do ranking sul-americano tenta melhorar a 67ª colocação conquistada na prova de esqui cross country em Turim-2006.

Leandro Ribela
Estreante nos Jogos de Inverno, Leandro Ribela sonha alto. Com 29 anos, o vice-líder do ranking sul-americano de cross country, que já fez atletismo, triatlhon e esqui alpino, quer escrever seu nome na história do esporte brasileiro. “Espero conseguir minha melhor marca pessoal e a do Brasil”, diz ele. Apesar da proximidade de defender o país pela primeira vez nas Olimpíadas, o paulista jura estar tranquilo.

Jhonathan Longhi
Adotado por uma família italiana quando ainda era criança, Jhonathan Longhi (foto) teve sua primeira apresentação ao esqui alpino aos quatro anos de idade. Primeiro negro a disputar os Jogos de Inverno pelo Brasil, o atleta natural de Americana (SP) lidera o ranking nacional nas seis categorias da modalidade. Aos 21 anos, o esquiador, que é naturalizado italiano e não fala português, escolheu estrear nas Olimpíadas usando o uniforme verde e amarelo.

Maya Harrisson
Caçula da delegação brasileira em Vancouver, Maya Harrisson tem apenas 17 anos. Adotada ainda criança por um casal francês que a conheceu em uma visita a Nova Friburgo (RJ), a jovem esquiadora conheceu a neve muito pequena e, desde então, se apaixonou pelo esporte gelado. Vice-líder do ranking sul-americano de slalom gigante, a menina, que estudou português em São Paulo em 2009, quer conquistar um bom resultado para o Brasil.

(Globoesporte.com)

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Isabel Clark será a porta-bandeira brasileira na cerimônia de abertura das Olimpíadas de Inverno em Vancouver


Mais uma vez a carioca Isabel Clark será a responsável por carregar a bandeira brasileira. Ela vai liderar a delegação de cinco atletas do Brasil na cerimônia de abertura das Olimpíadas de Inverno em Vancouver na virada de sexta-feira para sábado, à meia-noite.

Ela é a detentora do melhor resultado da história do Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno, com o nono lugar que conseguiu em Turim-2006, com o snowboard cross. Além disso, ela é a única atleta da América Latina classificada para o snowboard em Vancouver.

“Fiquei muito surpresa com essa nova indicação, mais do que quando fui escolhida nos Jogos Olímpicos de Turim. Realmente não esperava”, disse a carioca. “Agora que já tenho experiência, vou tentar curtir cada segundo porque sei que passa muito rápido. Enquanto você carrega a bandeira do seu país, pensa em tanta coisa, que o tempo passa muito depressa”.

“Isabel Clark é a prova de que podemos superar até os obstáculos naturais quando temos dedicação e força de vontade”, afirmou Edson Menezes, chefe da Missão Brasileira em Vancouver. "Hoje em dia a Isabel é destaque nas principais competições internacionais, mesmo vindo de um país sem as condições naturais ideais para a prática do seu esporte. A bandeira brasileira estará em ótimas mãos.”

(Ascom – Ministério do Esporte)