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quinta-feira, 25 de março de 2010

Especialistas sugerem medidas de segurança para Copa do Mundo de 2014


Chefes das inteligências de Segurança Pública de todo o País, além de especialistas brasileiros e estrangeiros na área, estão discutindo, em Brasília, questões ligadas à segurança pública em grandes eventos. O objetivo é subsidiar a preparação do Plano de Segurança Pública para eventos internacionais que o Brasil vai sediar nos próximos anos, como a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016.

O debate ocorre durante o quinto Encontro Nacional para Chefes de Organismos de Inteligência de Segurança Pública, promovido pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça, por meio da Coordenação Geral de Inteligência (CGI). O encontro começou na quarta-feira (24). Entre os convidados do exterior estão representantes de Israel, Portugal e África do Sul.

Durante os três dias do encontro serão tratados, entre outros, os seguintes temas: Gestão de projetos voltados aos grandes eventos; O papel da inteligência de segurança pública em grandes eventos; A aplicabilidade das ferramentas de inteligência de segurança pública em grandes eventos; Inteligência e terrorismo em grandes eventos; Gestão de riscos em grandes eventos esportivos - teoria dos Jogos e cenários prospectivos; As infraestruturas críticas frente aos grandes eventos; O Brasil e o terrorismo.

Foto: Valter Campanato
(Portal Brasil)

quarta-feira, 3 de março de 2010

"Quem foi anistiado, foi anistiado. Não pode ser desanistiado”, disse Jobim


O ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse hoje (2) que sua principal divergência com o ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH), Paulo Vannuchi, em relação à terceira versão do Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3), foi com o possível caráter unilateral da proposta. Jobim garantiu também ser favorável à Comissão da Verdade.

Segundo ele, a redação da proposta apresentada pela secretaria tinha caráter unilateral porque previa a investigação de crimes cometidos apenas por agentes públicos no período da ditadura militar e que isso não estaria de acordo com a Lei de Anistia de 1979, que garantiu o perdão tanto para quem lutou contra o regime, quanto para quem atuou nas forças de repressão. “Quem foi anistiado, foi anistiado. Não pode ser desanistiado”, disse o ministro.

Ao participar de audiência na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado, Jobim negou ser contrário à Comissão da Verdade, prevista no plano como órgão que deverá examinar violações de direitos humanos durante o regime militar. Ele, inclusive, revelou que apresentou pedido de demissão em dezembro do ano passado justamente pelo que chamou de caráter unilateral da atuação da comissão.

“Chamei os comandos militares e disse que estava favorável à Comissão da Verdade, mas tinha que ser bilateral, como prevê a Lei de Anistia e que eu sustentaria, dentro do governo, que a Comissão da Verdade tinha que acontecer. Quando vi que aquilo que eu havia dito não seria cumprido, disse, portanto, que eu era demissionário”, relatou.

De acordo com Jobim, o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiu que o texto apresentado pela SEDH, órgão ligado à Presidência da República, estava errado. “Ele me disse: isso aqui está errado. O combinado é que ia ser bilateral”, contou Jobim sobre uma conversa com o presidente, ocorrida na manhã do dia 22 de dezembro, na Base Aérea de Brasília.

O ministro disse ainda que recebeu de Lula a justificativa de que o texto não foi alterado antes do lançamento, em 21 de dezembro, porque já estava na gráfica. A conversa com o presidente ele, segundo ele, serviu para que o ministro da Defesa comunicasse às tropas, no dia seguinte, que não sairia mais do cargo. “Pude comunicar aos militares que o acordo que eu ia fazer estava garantido”.

Na época do lançamento do PNDH-3, Vannuchi reagiu às críticas de Jobim e negou que o plano estivesse revogando a Lei de Anistia. A polêmica fez com que a oposição ao governo aprovasse um requerimento convocando a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à sucessão de Lula, fosse convocada para depor sobre o tema no Senado.

O comparecimento da ministra foi derrubado na semana passada pela base do governo no Senado, ficando os ministros Jobim e Vannuchi responsáveis por falar sobre o tema na comissão.

(Agência Brasil)