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sexta-feira, 30 de abril de 2010

Surfista brasileiro supera Kelly Slater e ganha título


Mesmo diante do maior nome da história do surfe mundial, o novato brasileiro Jadson André não se intimidou e conquistou nesta quinta-feira o título da etapa do Brasil do ASP World Tour a divisão de elite do esporte. Na final, disputada na Praia da Vila, em Imbituba (SC), ele venceu o norte-americano Kelly Slater por 14,40 a 14,00 e foi o grande campeão.

Com apenas 20 anos, o potiguar Jadson André está em sua segunda temporada como surfista profissional, mas é a primeira em que disputa a divisão de elite. Mesmo assim, surpreendeu na etapa brasileira, a terceira do calendário. "Realizei meu sonho. Foi por isso que trabalhei toda minha vida", afirmou o campeão, após ser carregado pelos torcedores na praia.

Para chegar ao título, Jadson André venceu três baterias nesta quinta-feira. Abriu o dia com vitória sobre Michel Bourez, do Taiti. Depois, passou pelo norte-americano Dane Reynolds nas semifinais. E na grande final da etapa, ele superou Kelly Slater que é o recordista de títulos mundiais, com nove conquistas. Assim, entrou para história do surfe brasileiro.

Apesar da derrota na final, Kelly Slater assumiu a liderança do ranking mundial. Enquanto isso, o potiguar Jadson André, saiu do 13º para o quarto lugar na lista dos melhores da temporada. A próxima etapa do ASP World Tour acontecerá apenas a partir do dia 15 de julho, em Jeffreys Bay, na África do Sul.

Foto: Daniel Smorigo
(ASP WT)

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

O sonho do surf em busca das Olimpíadas


A origem do surf é antiga. Há mais de dois mil anos atrás, habitantes do Sudeste asiático (polinésios) iniciaram sua expansão pelas pequenas ilhas que pontilham o Pacífico Sul, desenvolvendo uma estreita relação com o oceano.

O tempo passou, o surf cresceu e se tornou um esporte global praticado em mais de 100 países. Estima-se hoje que 25 milhões de pessoas de todas as idades, classes sociais, raças, religiões e gêneros pratiquem o esporte.

Segundo a International Surfing Association (ISA), esse é um número de praticantes bastante superior ao da maioria dos esportes olímpicos. Pai do skate, windsurf, snowboard, kitesurf, wakeboard e de todos os esportes radicais praticados com pranchas, o surf conta com enorme prestígio e popularidade entre os jovens de todo o planeta.

Pesquisas mostram que oito em cada dez jovens já pensaram em praticar o esporte, sendo que dez em cada dez consomem a moda surf efetivamente. E os números do segmento reforçam as pesquisas: esta indústria movimenta anualmente mais de 7 bilhões de euros (10 bilhões de dólares americanos).

De acordo com os critérios do COI (Comitê Olímpico Internacional), o surf é considerado uma modalidade totalmente nova, e sua inclusão como esporte olímpico infelizmente é um tanto complexa, em função dos limites estabelecidos pelo próprio comitê.

O Brasil já venceu inúmeras competições relevantes, embora ainda não tenha conquistado seu primeiro título na divisão de elite, o World Championship Tour. Mas já podemos sonhar em ver o paulista Adriano de Souza, um dos melhores surfistas brasileiros da história, e também um dos maiores surfistas do planeta na atualidade, como um campeão mundial.

Segundo Fernando Aguerre, 15 anos à frente da ISA, as piscinas com ondas – que vêm sendo produzidas mundialmente por pelo menos cinco grandes empresas e com tecnologias cada vez mais avançadas – já proporcionam ondas padronizadas de excelente qualidade. O que possibilitaria a exclusão do fator sorte nas competições, tornando a disputa mais técnica, em sintonia com os critérios do COI. Os quais avaliam o esporte, sobretudo, em função de sua capacidade em despertar maior audiência na mídia televisiva.

(Waves)