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terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Paulo Octávio pede desfiliação após ultimato do DEM


O governador em exercício do Distrito Federal, Paulo Octávio, entregou nesta terça-feira (23) seu pedido de desfiliação do DEM. A informação foi confirmada pela assessoria do governador. Paulo Octávio entregou o pedido ao presidente da legenda, o deputado federal Rodrigo Maia (DEM-RJ), para evitar sua expulsão do partido. Mais cedo, Paulo Octávio havia informado que, por orientação de advogados, esperaria a decisão da Executiva Nacional do partido. O DEM marcou para quarta-feira (24) a reunião da Executiva que decidiria o destino do governador.

Na semana passada, a expectativa era de que Paulo Octávio pediria desfiliação do partido antes da possível expulsão. Para evitar a expulsão o governador em exercício chegou a anunciar que renunciaria ao governo, mas recuou da decisão e decidiu permanecer no cargo. A desfiliação de Paulo Octávio era esperada desde a semana passada quando o governador em exercício decidiu não renunciar ao cargo de governador do DF.

Na manhã de hoje, o senador Demóstenes Torres (DEM) protocolou o pedido de expulsão de Paulo Octávio. O líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN), já disse que tanto a expulsão de Paulo Octávio quanto a dissolução do diretório regional são “pontos pacíficos” entre a cúpula partidária.

Paulo Octávio assumiu o comando do DF após a prisão de José Roberto Arruda, no último dia 11. Demóstenes, que tem o apoio do deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), defende também a dissolução do diretório regional do partido.

(R7)

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Paulo Octávio surpreende e diz que fica no governo do DF por mais alguns dias


O governador interino do Distrito Federal Paulo Octávio (DEM) disse nesta quinta-feira (18) que fica no cargo "por mais alguns dias" e ainda não vai renunciar. Ele assumiu o comando do DF depois que José Roberto Arruda (ex-DEM, sem partido) foi preso há uma semana e pediu licença do cargo.

O governador interino afirmou que permanecerá no comando do governo do Distrito Federal até o STF (Supremo Tribunal Federal) decidir de maneira definitiva o destino de Arruda.

- A cada dia teremos problemas. Sei que é um governo e um momento muito difícil. Quero colocar minha experiência para aguardarmos a decisão do Supremo Tribunal Federal. Sou apenas o governador interino. Na próxima semana, o Supremo poderá mudar a vida de Brasília. Apesar de ter minha carta de renúncia pronta, e entregue à líder do meu partido Eliana Pedrosa, eu aguardo alguns dias e aí sim tomaremos as decisões necessárias.

Em entrevista coletiva no Palácio do Buriti, sede do governo do DF, Paulo Octávio confirmou que a carta de renúncia está pronta, mas decidiu esperar após ouvir apelos “de muitos partidos políticos, de muitos secretários do governo, apelos de uma imensa maioria da população”. E disse ainda que hoje foi um dos dias mais difceis para ele.

- Talvez hoje tenha sido um dos dias mais difícies da minha vida. Paulo Octávio reafirmou que não concorre nestas eleições.

- Já renunciei ao direito de me candidatar ao Distrito Federal, mas não posso ainda renunciar na obrigação de servir Brasília.

Paulo Octávio informou ainda que Lula disse no encontro que vai continuar ajudando o Distrito Federal, que não pretende parar as obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) na região e que está preocupado com a possibilidade de intervenção federal.

(R7)

Governador em exercício do DF teria carta de renúncia pronta


O governador em exercício do Distrito Federal, Paulo Octávio (DEM), pode renunciar ao governo ainda nesta quinta-feira. Sem apoio para formar uma base aliada forte ele avaliaria que não há condições de manter a governabilidade e já teria a carta de renúncia pronta. Octávio assumiu o cargo no lugar do governador licenciado José Roberto Arruda (ex-DEM, sem partido), que foi preso acusado de atrapalhar as investigações do mensalão do DEM - suposto esquema de pagamento de propina a parlamentares do DF. Os dois são acusados de participar do esquema.

Paulo Octávio não conta nem com o apoio do próprio partido. O DEM pediu que todos os filiados à legenda no Distrito Federal saíssem do governo e deve analisar na próxima terça-feira um pedido de expulsão do governador em exercício. Ele tenta ser recebido pelo presidente Lula ainda hoje e deve anunciar a renúncia depois do encontro.

Entenda o caso
O mensalão do governo do DF, cujos vídeos foram divulgados no final do ano passado, é resultado das investigações da operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal. O esquema de desvio de recursos públicos envolvia empresas de tecnologia para o pagamento de propina a deputados da base aliada.

O governador José Roberto Arruda aparece em um dos vídeos recebendo maços de dinheiro. As imagens foram gravadas pelo ex-secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa, que, na condição de réu em 37 processos, denunciou o esquema por conta da delação premiada. Em pronunciamento oficial, Arruda afirmou que os recursos recebidos durante a campanha foram "regularmente registrados e contabilizados".
As investigações da Operação Caixa de Pandora apontam indícios de que Arruda, assessores, deputados e empresários podem ter cometido os crimes de formação de quadrilha, peculato, corrupção passiva e ativa, fraude em licitação, crime eleitoral e crime tributário.

(Terra)