Mostrando postagens com marcador brasileiros. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador brasileiros. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 18 de março de 2010

Pré-sal. Ministro diz que momento é de negociação em vez de radicalização


Sobre a distribuição dos royalties do pré-sal, o ministro do Esporte, Orlando Silva, afirmou nesta quinta-feira (18) que o momento não é de radicalização, mas de negociação. Ele lembrou que a proposta aprovada no Senado terá que voltar à Câmara, e este será o espaço para a negociação.

“Não tenho a menor dúvida de que os serviços de segurança, mobilidade urbana e equipamentos esportivos para as Olimpíadas serão realizados com a maior eficiência e estarão prontos no prazo previsto. Creio que temos que enfrentar todos os desafios, porque as Olimpíadas não serão apenas os jogos no Rio de Janeiro, mas jogos do Brasil”, ratificou o ministro.

De acordo com Orlando Silva, não há problema fiscal, orçamentário ou de qualquer natureza que possa abalar o compromisso do governo brasileiro com os Jogos Olímpicos Rio 2016. O ministro esteve presente no Seminário “A Olimpíada e a Cidade – Conexão Rio - Barcelona”, primeiro de uma série que objetiva conhecer e divulgar experiências relacionadas aos Jogos Olímpicos como instrumento de desenvolvimento das cidades-sedes.

Barcelona aproveitou a realização dos Jogos de 1992 e os transformou, para além de evento esportivo, em poderoso aliado na sua grande transformação urbana, que ainda hoje é uma referência mundial.

(Ascom – Ministério do Esporte)

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Brasil requer novos métodos de combate às diferentes formas pobreza


O Brasil requer inovadores métodos de combate às diferentes formas de pobreza, sobretudo na desigual repartição da renda. Assim como as sociedades se transformam, as condições de produção e reprodução da pobreza alteram-se com o passar do tempo. Ainda no século 19, por exemplo, David Ricardo e Thomas Malthus difundiram a percepção acerca do processo de naturalização da pobreza por identificar que a reprodução humana ocorria em ritmo superior à capacidade econômica de produzir alimentos e renda para todos.

Diante das condições gerais de insuficiência de renda para o acesso ao padrão de vida mínimo ou básico, que permitia identificar e dimensionar as diferentes manifestações da pobreza, houve o desenvolvimento de um conjunto de políticas públicas de oferta de bens (alimentos, terras, empregos) e serviços (educação, saúde, assistência social) e, ainda, das transferências diretas de renda para o enfrentamento do sofrimento humano.

O avanço das políticas públicas de caráter distributivo permitiu, em consequência, reduzir e até superar a pobreza extrema, quando não a absoluta, mesmo sem contemplar medidas contra a concentração da renda e riqueza. Só com o aparecimento das políticas redistributivas é que se tornou possível combater, de fato, a má repartição do excedente econômico.

A progressão tributária sobre a distribuição da renda, acompanhada por políticas distributivas, possibilitou combater efetivamente as diferentes formas de pobreza. Essa é a fase em que o Brasil se encontra atualmente, e precisa urgentemente avançar. Em 2008, o país registrou 28% da população na condição de pobreza absoluta e 10,5% na pobreza extrema. Para o ano de 2016, as projeções do Ipea indicam a superação da pobreza extrema e apenas 4% da população na pobreza absoluta.

Como em 2008 a pobreza relativa alcançou 54% dos brasileiros (quase duas vezes mais que o contingente medido pela pobreza absoluta e 5,1 vezes a pobreza extrema), percebe-se que o rumo brasileiro certo requer, ainda, inovadores métodos de combate às diferentes formas de pobreza, sobretudo na desigual repartição da renda e da riqueza.

(Folha de S. Paulo)