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quarta-feira, 24 de março de 2010

Brasil avança no cumprimento das metas do milênio


Durante os dez anos em que o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) vem adotando os oito objetivos do milênio, ou "oito jeitos de mudar o mundo", o Brasil tem alcançado resultados expressivos que o colocam em condições de avançar rumo ao cumprimento das metas para 2015. A conclusão está no 4° Relatório dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, que será divulgado hoje (24), às 17h, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília.

A avaliação feita pelo governo brasileiro para as Nações Unidas detectou números animadores nas políticas públicas e nas ações da iniciativa privada e da sociedade civil na tentativa de alcançar os objetivos propostos pela ONU. Trabalho, saúde, educação e meio ambiente são as áreas nas quais o governo brasileiro vem apresentando melhores resultados nos últimos anos.

Um exame passo a passo analisou a eficácia das medidas tomadas no País para acabar com a miséria e a fome, levar educação básica e de qualidade a todos, reduzir a mortalidade infantil, melhorar as condições de saúde da população, combater a Aids e outras doenças, melhorar a qualidade de vida da população e o respeito ao meio ambiente e dar condições de trabalho às populações. Na maior parte dessas oito metas, foram alcançados resultados positivos pelo Brasil.

O sétimo objetivo, relacionado a meio ambiente e qualidade de vida, é apontado como um dos que alcançou resultados significativos. O relatório constata uma drástica redução nas taxas de desmatamento da Amazônia, com queda para 1/3 da média da área desmatada nos últimos dez anos. Aliada às políticas de redução de emissões de CO2, ozônio e gases poluentes, as medidas produzem o avanço esperado pelo empenho das autoridades ambientais na busca de soluções de desenvolvimento sustentável.

(Ministério do Meio Ambiente)

sexta-feira, 19 de março de 2010

Acesso a saneamento tira 5 mil da favelização no Brasil, diz ONU


O acesso ao saneamento básico tirou mais de 5 milhões de brasileiros da condição de favelização nos últimos 10 anos, apesar de o País ter ficado abaixo da média de redução de pessoas favelizadas na América Latina, segundo dados da agência das Nações Unidas para assentamentos humanos (ONU-Habitat) divulgados nesta segunda-feira durante cerimônia de lançamento de relatório no Rio de Janeiro.

A agência informou que o número de brasileiros nas favelas diminuiu 16% - de 31,5% para 26,4% da população -, ante uma média na região de 19,5%.

Segundo o mexicano Eduardo Lopez-Moreno, um dos autores e coordenadores do relatório da ONU-Habitat "Estado das Cidades do Mundo 2010/2011: Unindo o Urbano Dividido", o acesso ao saneamento básico foi responsável pela saída "por cerca de metade" dos 10,4 milhões de pessoas das condições de favelização no País entre 2000 e 2010.

"No caso brasileiro, o principal fator foi sobretudo saneamento básico, e sobretudo no Nordeste, onde aconteceram os avanços mais significativos", disse Lopez-Moreno após a cerimônia no Rio, onde acontece na próxima semana o Fórum Urbano Mundial 5.

Segundo a ONU, os 10,4 milhões de brasileiros que passaram a ter acesso a esses cinco itens e deixaram de viver em condição de favelização continuaram morando em favelas, mas os serviços fornecidos nesses locais melhoraram.

Cidades desiguais
O relatório também apontou que cinco cidades brasileiras - Goiânia, Fortaleza, Belo Horizonte e Curitiba - estão entre as mais desiguais do mundo, atrás apenas de cidades sul-africanas num ranking mundial.

As cidades brasileiras aparecem logo atrás de Johanesburgo e outras sete cidades da África do Sul na lista de desigualdades com base na renda das famílias, o que está diretamente relacionado com a violência urbana, segundo a ONU.

(Reuters)