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segunda-feira, 8 de março de 2010

Brasil realiza a maior vacinação do mundo


Hoje, segunda-feira (08), o Brasil irá começar a vacinação contra a gripe A (H1N1), a gripe suína, e deve realizar a maior campanha já registrada no mundo, de acordo com o Ministério da Saúde. Durante quase três meses, 91 milhões de brasileiros devem ser vacinados contra a nova gripe, que provocou 1.705 mortes no país, em 2009.

A imunização irá ocorrer em etapas e nem toda a população será vacinada gratuitamente pelo po­­der público. Após discussões, o mi­­nistério deu prioridade às “pessoas que têm mais chance de ter doença respiratória grave e morrer”. Irão receber a vacina trabalhadores de serviços de saúde, indígenas, gestantes, pessoas com doenças crônicas, crianças de 6 meses a 2 anos e adultos saudáveis de 20 a 39 anos.

Os primeiros a receber a vacina serão os trabalhadores de serviços de saúde que atuam diretamente na resposta à nova gripe e os indígenas que vivem em aldeias. O pú­­blico-alvo é estimado em 1,9 mi­­lhão de trabalhadores de serviços de saúde e 566 mil indígenas e a meta é vacinar pelo menos 80% dessas pessoas, até o dia 19 de março.

As vacinas devem estar disponíveis também na rede privada. Os laboratórios particulares estão aguardando liberação da Agência Na­­cional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para importação da vacina, que deve custar de R$ 50 a R$ 60 ao consumidor. A vacina paga será trivalente, diferente da ofertada pelo Ministério da Saúde, e irá proteger tanto para a gripe A quanto para a gripe comum.

(Anvisa)

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Justiça suspende liminar de farmácias contra Anvisa


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que obteve uma vitória judicial sobre a Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) na disputa por implantar uma nova regulamentação na venda de remédios. Segundo a Anvisa, o Tribunal Regional Federal (TRF) da 1° Região, em Brasília, decidiu que a liminar que permite vender remédios em gôndolas e produtos de conveniência em farmácias é válida apenas para o Distrito Federal.

A decisão afeta as grandes redes, que estavam amparadas na liminar para não cumprir a resolução 44 da Anvisa, publicada há seis meses e que entrou em vigor ontem.

A liminar da Abrafarma amparava as grandes redes de vendas de medicamentos, que seguiam até ontem oferecendo remédios em gôndolas e comercializando produtos de conveniência nos estabelecimentos. Na manhã da quinta-feira, data estabelecida para o início da nova norma da Anvisa, era como se não existisse em São Paulo.

A norma, publicada em agosto, determina que medicamentos que não precisam de prescrição médica fiquem atrás do balcão, fora do alcance do público. Analgésicos e antitérmicos precisam estar atrás do balcão. Pela atual regulação, farmácias e drogarias não podem vender produtos ou prestar serviços "alheios" à atividade, como vender doces e bebidas e oferecer serviços bancários.

A Abrafarma informou que as 28 redes associadas à entidade - que, juntas, têm 2,6 mil lojas no país e vendem quase 40% da produção da indústria farmacêutica - estão livres de respeitar a Anvisa. A Abrafarma tem como filiadas a DrogaRaia, a Drogaria São Paulo e a Drogasil.

(Anvisa)